Parece que inventar histórias faz parte da humanidade.
Quem nunca contou uma mentira, mesmo que fosse inofensiva, que atore a primeira pedra.
Em excesso sugerem transtornos psicológicos graves, além de comprometer a idoneidade e trazer consequências para quem conta.
Hoje é o Dia da Mentira e a tradição dessa data remonta à instituição do Calendário Gregoriano, que substituiu o Calendário Juliano por determinação do Concílio de Trento (conselho ecumênico da Igreja Católica).
Historiadores afirmam que parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro como início do ano e foram zombados pelo resto da população que pregavam uma peça convidando os resistentes às mudanças, para festas e comemorações inexistentes no 1º de abril.
Nascia assim a tradição de pregar peças nas pessoas.
No Brasil, a tradição de contar mentiras no 1º de abril foi introduzida em 1828, com o noticiário impresso mineiro que trazia em sua primeira edição a morte de Dom Pedro I na capa.
Numa época em que somos assombrados pelas fake News e por golpistas, a data pode não ser mais motivo de graça.
Mentir e não ser descoberto, para algumas pessoas é o mesmo que dizer a verdade.
Existem pessoas que mentem de forma tão compulsiva que precisam de tratamento, já que suas mentiras se tornam um comportamento disfuncional em suas vidas.
A mentira compulsória é chamada de mitomania. “A mitomania, também conhecida como mentira patológica e a tendência duradoura e incontrolável para a mentira”, explica o psiquiatra e Coordenador da Equipe de Transtornos Psicóticos do AME Psiquiatria, Deyvis Rocha.
O mitômano é aquela pessoa que mente compulsivamente, sejam mentiras “inofensivas” ou histórias extremamente detalhadas, com referências à realidade que dificultam o reconhecimento da mentira pelas demais pessoas.
Um fato curioso é que o mitomaníaco nem sempre conta suas mentiras para obter alguma vantagem ou recompensa. Em grande parte dos casos o mentiroso acaba sempre se posicionando como herói de uma narrativa.
Sendo um mitomaníaco ou um mentiroso por ocasião, a mentira desgasta as relações, fragiliza os laços de confiança, pode ocasionar processos judiciais ou trabalhistas, rompe relações afetivas e pode desestabilizar famílias inteiras.
Nesse dia da mentira, fazemos um convite para você:
1º Não brinque com os sentimentos das pessoas que acreditam em você, mentindo para elas;
2º Lembre-se que a mentira é difícil de sustentar e, sendo descoberta acarreta muita decepção nas pessoas que você ama;
3º Mentir pode ser crime! Espalhar fake News, difamar e caluniar é considerado delito. A mentira passa a ser um problema jurídico quando afeta diretamente algo ou alguém, prejudicando a honra, liberdade ou patrimônio de uma pessoa. A calúnia por exemplo, pode ser punida com pena de 6 meses a 2 anos de detenção, como prevê o Código Penal Brasileiro.
4º Se você não consegue parar de mentir, procure ajuda profissional: existem técnicas que podem ajudar você a parar com esse vício de comportamento e recuperar a sua credibilidade.




